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Lisboa, Portugal
Marta Catarina Aguiar Costa

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sinto.

É a escrever que me abstraio
Que vou falando sem receio
É nas palavras que escrevo sem pensar
que guardo o que em ninguém posso guardar


É quando me sinto pequenina
Que escrevo pra crescer
Não passam mesmo de palavras
Mas ajudam-me a esquecer


Quando o coração vai apertando
É no papel que acalmo o que sinto
Num curto prazo de espaço
Deixo de me sentir sozinha


Quando me lembro não posso
É aí que fico presa num labirinto
Pego no papel e aguardo a resposta
A resposta ao que sinto


É a escrever que me liberto
Que vou mentindo a mim mesma
Num segundo quando me liberto torno a ficar presa
Presa nas palavras que me acorrentam


É quando sinto que nada faz sentido
Que escrevo sem parar
Não sou poeta
Mas ao escrever torno a acreditar que sou capaz


Capaz de superar as palavras que escrevo
O que nunca tive mas fui perdendo
O coração pequenino que tenho
E as lágrimas que foram escorrendo


Há escolhas assim e futuros que nos reservam
Eu fiz a minha própria escolha e tracei o meu caminho
Onde continuarei a caminhar
Mas de olhos abertos


E é quando tornar a ficar pequenina
Que levarei sempre comigo a caneta e o papel
E quando já nem as palavras chegarem
O coração partir-se-á mas permanecerei de pé



Marta Costa.




2 comentários:

  1. Espero que o que sintas nao te faça mudar,
    pois Marta Costa é perfeita assim,
    uma amiga importante sempre vi em ti,
    algo especial me fazias sentir,
    aquele sorriso naquele dia que me libertou,
    espero que esse dia seja,
    o hoje o amanha e para sempre laços inquebraveis, inseparáveis, que a gente criou xD

    Adoro-te Marta Costa
    Ass: Nuno Sousa

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  2. Ahahah
    Escreves-te um textinho uhuh, obrigada Nuno *.*

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