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Lisboa, Portugal
Marta Catarina Aguiar Costa

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vejo

Vejo o teu cabelo, tão lindo e brilhante
Há noite és tu que iluminas o meu caminho
Consegues brilhar mais que um diamante
Iluminas o meu mundo, por vezes deixado sozinho

Vejo os teus olhos, o teu rosto e os teus lábios
Consigo imaginar tudo como mais ninguém
Sei todas as tuas linhas, todos os teus traços
Desenho-te com a maior perfeição, nada me detém

Vejo todos os teus medos, sei todos os teus segredos
Não preciso de te ver para te puder imaginar
Consigo desenhar-te em todos os sentidos
Todos os meus sonhos lado a lado tornam-se atingidos

Vejo e distingo tudo o que te vai na alma
Conheço-te ainda melhor que a palma da minha mão
Há tanta coisa por dizer e nada me acalma
Sei tudo o que queres, mesmo quando dizes não

Vejo-te, como vejo a lua
Tão presente e mais que brilhante
És a verdade, nua pura e crua
Vales mais que um diamante

Marta Costa




domingo, 20 de março de 2011

Falo, falo e falo, por vezes sem parar, quando me calo, calo-me apenas para pensar. Penso penso e penso, mas parece não haver uma solução, quero algo que me diga mais que o coração, quero pensar e falar com a voz da razão.
É quando penso mesmo sem abrir a boca que vou deixando que os meus olhos falem por mim, eles falam mais alto e dizem o que nunca te diria a ti.

Marta Costa.
 

 

Apenas 17 anos.

Por vezes acordo e lembro-me de tudo o que já vivi, são apenas 17 anos, mas tão pouco tempo bastou e cresci, há vezes em que gostava de voltar a ser pequenina, quando pensava mas não me preocupava com nada, apenas sorria e brincava.
Mas é nesse momento que me lembro que talvez viva enganada, afinal de contas crescer já faz parte e ainda que erre mais do que errava, há coisas que sempre permanecem. A saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena.

Marta Costa.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Um dia.

Perco-me sozinha de dia ou na escuridão, não distingo o sim do não, perco-me em tudo sem tomar a melhor decisão, não sei o que quero ou deixo de querer, já nada sei distinguir, em instantes sou feliz, mas olho para o mundo e vejo o que perdi. Quando me olham olhos nos olhos sou mais pura que a água, revelo tudo sem que falte nada.
Já não me vejo de outra maneira, este é o meu verdadeiro eu, sou grande mas pequenina todos os dias, vivo num mundo tão grande mas que às vezes me deixa sozinha, sozinha e perdida nas palavras, nas palavras que me definem melhor que nada.
Um dia canso-me de tudo, de não distinguir nada e que nada seja meu, canso-me de tudo e parto, mas sem dizer adeus.

Marta Costa.


MULHEER - hoje é dia da mulher fofinhos (a)

Mulheer mulheer mulheer
Qual era o homem que conseguia passar sem ti
Sem os teus abraços e beijinhos viver
És tu quem cheira melhor que jasmin



Mulheer mulheer mulheer
Só ela sabe tão bem cozinhar
Faz tudo com cuidadinho e nada passa sem ver
Tudo é feito com carinho até perfeito ficar



Mulheer mulheer mulheer
Apenas e somente ela o sabe agradar
Tem tudo e mais alguma coisa e nada fica por fazer
É quase perfeita, mas nem sempre o devido valor lhe sabem dar



Mulheer mulheer mulheer
Às vezes menina, adolescente e mãe
Ainda assim lutas e mostras ser forte
És tu que amas incondicionalmente como ninguém



Mulheer mulheer mulheer
A cada dia que passa ela merece mais
Consegue mostrar que ainda sozinha consegue vencer
É ela que luta pelos seus filhos sem os abandonar jamais



Mulheer mulheer mulheer
Tens o coração maior do mundo
Mostras todos os teus sentimentos sem nada temer
Para seres feliz, mereces tudo tudo tudo



Mulheer mulheer mulheer
Nem sempre todo o amor te dão
Fazem mil e uma coisas para te ter
Mas apenas um sorriso basta para te abrir o coração



Mulheer mulheer mulheer
Mereces mais que abraços, mais que simples beijinhos
Nenhuma palavra te poderá definir sem que erre
Mereces tudo, todos os carinhos



Mulheer mulheer mulheer
Vales mais do que o mundo te dá
Na tua casa és rainha, mesmo sem saber
Um dia para te valorizar não chegará



Marta Costa.




Não distingo.

Não distingo, mas sei que às vezes erramos sem querer
Não exprimimos o que sentimos
Algo mais forte parece haver
Não pela boca, mas nos olhos o pressentimos

Não distingo, nem mesmo as palavras
Talvez sejam incertas, sem sentido nenhum
Mas as palavras continuam e vão deixando marcas
Desconheço-as, não lhes atribuo significado algum

Não distingo o porquê de tudo
Pergunto-me, mas não encontro respostas
Parece que viajo e fico fora do mundo
Sinto-me perdida, perco a noção das horas

Não distingo nem mesmo o que o coração me diz
Desconheço tudo, todas as reacções
Engano-me a mim própria e pareço ser feliz
Vou parecendo invisível, sem saber as razões

Não distingo nada disto, nem nada
Nenhuma lágrima consegue exprimir
Há palavras que ferem e te deixam magoada
Fazem-te recuar mil vezes e não consegues fingir

Não distingo :’x

Marta Costa.



Dou valor ao coração.

Nem sempre um sorriso é verdadeiro quando na alma se sente o coração a quebrar-se por inteiro, pouco a pouco percebemos o que é mais importante, o nosso coração diz-nos, o nosso coração sente-o, o nosso coração fala quando a mente não nos entende, fala e fala muito alto; muito alto para toda a gente ouvir, é o coração que demonstra tudo o que sentimos ao agir. Sente-se o verdadeiro e intenso, sente-se uma voz a tentar fazer-se ouvir, a voz é mais forte que qualquer boca, consegue reflectir pelos actos o que pela boca não conseguiria transmitir.
Para sempre precisamos dessa voz que nos guia, guia-nos e não nos faz pensar, faz-nos agir sem ter medo de errar, sem essa força nada seria possível, nada conseguiríamos guardar, o amor de família ou amigos.
É com o que coração que vou conseguindo pensar, é ele que me faz ouvir quando com a tua voz não te oiço falar, é com ele que guardo tudo sem precisar de nada.
É o coração e apenas ele que me faz ver o valor de tudo, mesmo quando parece ter falta do que antes tinha, é ele que segue e contínua, não olha ao tempo, não olha a nada, apenas sente, é o único que valoriza mesmo sem pensar em nada, é ele que quando eu não pareço ter solução me diz: luta, pois é necessário, ou tudo ou nada.
Dou valor :’/

Marta Costa.


Não chega.

As lágrimas já não secam
E as palavras nunca chegam
O esforço continua e nunca será em vão
Nada basta quando envolve o coração

As lágrimas já não secam
A preocupação e o valor continuam
Continuarei a precisar e ainda preciso
Preciso do que sem a qual já não vivo

As lágrimas já não secam
As palavras ajudam, mas sei que não bastam
O coração continua a palpitar a cada dia que vai passando
Apenas e só as tuas palavras são o que vou necessitando

As lágrimas já não secam
Sinto algo que o coração e a mente apertam
Apertam e guardam pra nunca deixar escapar
Tudo o que por qualquer motivo entrou merece ficar

As lágrimas já não secam
As memórias nunca deixarão o lugar que ocupam
Tudo o que tem valor para sempre merece ser guardado
Nada chegará, nem mesmo um obrigado

As lágrimas já não secam
Mas nada quero que venha e que te substituam
Farei tudo para mostrar o valor do que me faz falta e aconchega
Para amigos e tudo o que é verdadeiro, um amo-te já não chega

Marta Costa.


Quero.

Quero voltar a ser o que era, voltar a lançar sorrisos verdadeiros, tudo o que tive quero mais que nunca, não quero que nada volte para que depois volte a partir. Preciso de tudo não tendo nada, preciso do que já tive para me voltar a sentir realizada, para voltar a ser feliz e com o que tenho sentir-me apoiada. Não quero fazer do passado presente, quero construir um presente com tudo o que tinha antes. Quero voltar a construir um castelo pedrinha a pedrinha, voltar a ter tudo ainda que de uma maneira diferente, independentemente de tudo há algo que sempre permanece e pode ser eterno, porque “a amizade é um amor que nunca morre.”

Marta Costa.

Pedras e mais pedras.

Uma palavra, duas ou três?!
De que vale se é sempre igual
Igual vez após vez
Vezes sem conta, dita como normal

A razão de tudo é sempre de quem sente
O coração vai-se magoando
Algo vai corrompendo a mente
Nem palavras conseguem com que a alma vá lutando

É simples, ou é 8 ou 80
O que se vê parece inexplicável
Não se percebe, não se entende
O que um dia se fez, o vento levou amargamente

Levou para bem longe
Para onde ninguém vê
Ultrapassou para lá do horizonte
Deixando quem fica à mercê

É esforço e dedicação acima de tudo
Quando a maré é forte, dois terão de puxar
É certo que um barco não pode remar sozinho
É preciso firmeza e puxá-lo para ele ficar

Tenta-se buscar forças para não o deixar ir
Puxa-se com muita força, usas uma corda e agarras
Mas a corda parece fraca e as palavras o coração partir
Tudo parece ter muita força, a maré e o que te amarra

Ninguém pensa o quanto poder têm as palavras
Podem fazer-te rir ou chorar
Fazem-te tropeçar sem que te levantes
Num segundo o teu coração conseguem matar

Nesse momento percebes tudo
A maré nunca fora forte com dois a puxar
Sempre puxas-te aquele barco sozinha
Acabas-te à deriva, sem saber por onde navegar

Nada mudou e nada fizes-te
Apenas puxas-te sozinha e talvez com alguma razão
Com receio e medo todas as palavras temeste
Contudo percebes-te que há quem tenha pedra no lugar do coração

A uma mãe, pai, irmã ou amigo, a quem seja
Em qualquer momento ou por qualquer razão
Em tudo o que é dito a palavra é bem usada
Porque ninguém fere quem gosta de verdade no coração


Marta Costa.

De mim.

Olho para o céu azul
E vou parecendo parva
Sem motivo nenhum
Ponho-me a olhar pró nada

Sinto uma brisa de vento
Sem ninguém perceber
Algo de novo surgiu
Apeteceu-me escrever

Algo sobre mim, sobre o meu ser
Pergunto-me quem sou
Penso no que fiz e no que faço
Se algo mudou

No meio de incertezas procuro uma solução
Algo que me guie sem ser o coração
Uma resposta a todas as minhas perguntas
Algo que me diga: estou aqui, não estás sozinha


Tento-me explicar mas não sei
Às vezes penso que sou difícil de compreender
Que ao escrever uso as palavras certas
Mas que no fundo não te as sei dizer

É quando minto sem sentido
Engano a minha pessoa e vou sorrindo
Um sorriso exterior que me segue
Que me vai lembrando que nada espera

Volto a olhar pró céu e está escuro
Caio em mim e torno a ver a verdade
A verdade que me segue
Que me faz cair na realidade

A realidade que sempre me acompanha
Onde sei que erro e erro e volto a errar
Que nem sempre faço o que quero
E digo o que devia no momento certo

Vou olhando à minha volta
É a realidade em que vivo
Assim como a água chora
O meu sorriso vai mentindo

Vai e segue enganando toda a gente
Nem os mais importantes o sentem
Ninguém conhece, ninguém sabe
Eu e só eu vivo a minha realidade

Marta Costa.




Sinto.

É a escrever que me abstraio
Que vou falando sem receio
É nas palavras que escrevo sem pensar
que guardo o que em ninguém posso guardar


É quando me sinto pequenina
Que escrevo pra crescer
Não passam mesmo de palavras
Mas ajudam-me a esquecer


Quando o coração vai apertando
É no papel que acalmo o que sinto
Num curto prazo de espaço
Deixo de me sentir sozinha


Quando me lembro não posso
É aí que fico presa num labirinto
Pego no papel e aguardo a resposta
A resposta ao que sinto


É a escrever que me liberto
Que vou mentindo a mim mesma
Num segundo quando me liberto torno a ficar presa
Presa nas palavras que me acorrentam


É quando sinto que nada faz sentido
Que escrevo sem parar
Não sou poeta
Mas ao escrever torno a acreditar que sou capaz


Capaz de superar as palavras que escrevo
O que nunca tive mas fui perdendo
O coração pequenino que tenho
E as lágrimas que foram escorrendo


Há escolhas assim e futuros que nos reservam
Eu fiz a minha própria escolha e tracei o meu caminho
Onde continuarei a caminhar
Mas de olhos abertos


E é quando tornar a ficar pequenina
Que levarei sempre comigo a caneta e o papel
E quando já nem as palavras chegarem
O coração partir-se-á mas permanecerei de pé



Marta Costa.