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Lisboa, Portugal
Marta Catarina Aguiar Costa

quinta-feira, 17 de março de 2011

Não distingo.

Não distingo, mas sei que às vezes erramos sem querer
Não exprimimos o que sentimos
Algo mais forte parece haver
Não pela boca, mas nos olhos o pressentimos

Não distingo, nem mesmo as palavras
Talvez sejam incertas, sem sentido nenhum
Mas as palavras continuam e vão deixando marcas
Desconheço-as, não lhes atribuo significado algum

Não distingo o porquê de tudo
Pergunto-me, mas não encontro respostas
Parece que viajo e fico fora do mundo
Sinto-me perdida, perco a noção das horas

Não distingo nem mesmo o que o coração me diz
Desconheço tudo, todas as reacções
Engano-me a mim própria e pareço ser feliz
Vou parecendo invisível, sem saber as razões

Não distingo nada disto, nem nada
Nenhuma lágrima consegue exprimir
Há palavras que ferem e te deixam magoada
Fazem-te recuar mil vezes e não consegues fingir

Não distingo :’x

Marta Costa.



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