E vou parecendo parva
Sem motivo nenhum
Ponho-me a olhar pró nada
Sinto uma brisa de vento
Sem ninguém perceber
Algo de novo surgiu
Apeteceu-me escrever
Algo sobre mim, sobre o meu ser
Pergunto-me quem sou
Penso no que fiz e no que faço
Se algo mudou
No meio de incertezas procuro uma solução
Algo que me guie sem ser o coração
Uma resposta a todas as minhas perguntas
Algo que me diga: estou aqui, não estás sozinha
Tento-me explicar mas não sei
Às vezes penso que sou difícil de compreender
Que ao escrever uso as palavras certas
Mas que no fundo não te as sei dizer
É quando minto sem sentido
Engano a minha pessoa e vou sorrindo
Um sorriso exterior que me segue
Que me vai lembrando que nada espera
Volto a olhar pró céu e está escuro
Caio em mim e torno a ver a verdade
A verdade que me segue
Que me faz cair na realidade
A realidade que sempre me acompanha
Onde sei que erro e erro e volto a errar
Que nem sempre faço o que quero
E digo o que devia no momento certo
Vou olhando à minha volta
É a realidade em que vivo
Assim como a água chora
O meu sorriso vai mentindo
Vai e segue enganando toda a gente
Nem os mais importantes o sentem
Ninguém conhece, ninguém sabe
Eu e só eu vivo a minha realidade
Marta Costa.

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