Uma palavra, duas ou três?!
De que vale se é sempre igual
Igual vez após vez
Vezes sem conta, dita como normal
A razão de tudo é sempre de quem sente
O coração vai-se magoando
Algo vai corrompendo a mente
Nem palavras conseguem com que a alma vá lutando
É simples, ou é 8 ou 80
O que se vê parece inexplicável
Não se percebe, não se entende
O que um dia se fez, o vento levou amargamente
Levou para bem longe
Para onde ninguém vê
Ultrapassou para lá do horizonte
Deixando quem fica à mercê
É esforço e dedicação acima de tudo
Quando a maré é forte, dois terão de puxar
É certo que um barco não pode remar sozinho
É preciso firmeza e puxá-lo para ele ficar
Tenta-se buscar forças para não o deixar ir
Puxa-se com muita força, usas uma corda e agarras
Mas a corda parece fraca e as palavras o coração partir
Tudo parece ter muita força, a maré e o que te amarra
Ninguém pensa o quanto poder têm as palavras
Podem fazer-te rir ou chorar
Fazem-te tropeçar sem que te levantes
Num segundo o teu coração conseguem matar
Nesse momento percebes tudo
A maré nunca fora forte com dois a puxar
Sempre puxas-te aquele barco sozinha
Acabas-te à deriva, sem saber por onde navegar
Nada mudou e nada fizes-te
Apenas puxas-te sozinha e talvez com alguma razão
Com receio e medo todas as palavras temeste
Contudo percebes-te que há quem tenha pedra no lugar do coração
A uma mãe, pai, irmã ou amigo, a quem seja
Em qualquer momento ou por qualquer razão
Em tudo o que é dito a palavra é bem usada
Porque ninguém fere quem gosta de verdade no coração
Marta Costa.

Sem comentários:
Enviar um comentário