Acerca de mim

A minha foto
Lisboa, Portugal
Marta Catarina Aguiar Costa

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Não há fim.

Um dia ouvi dizer que para tudo na vida é preciso ter uma borracha, uma borracha para apagar tudo o que nos faz recuar e parecer que tem um fim, mas por mim própria tenho vindo a descobrir que não, que talvez não seja bem assim. Cada vez que olho a meu redor, observo, observo que sim, que há coisas que morrem, morrem porque desde o princípio que nunca tiveram uma base sólida, nunca tiveram uma história, mas que não devem ser apagadas, devem ficar na memória. Na memória que guarda tudo, tudo o que ainda talvez possa doer e magoar, mas que por mais que doam, por mais que magoem, fazem sempre crescer a pessoa que somos, crescer e mostrar que mesmo errando podemos aprender, aprender que independentemente de qualquer coisa, tudo tem uma origem, tudo tem uma razão de acontecer.
Mas nada tem um fim, nada tem um adeus, nada morre por completo quando algo persiste, algo que nunca irá morrer porque sempre foi verdadeiro e ainda existe. É algo que desde que nasceu nunca perdeu significado, é algo que a cada dia que passa pode crescer e ter cada vez mais valor, mais valor que qualquer outra coisa, que qualquer passado nunca enterrado, é algo que pode ser até morrer e deixar saudade. Não há ninguém, não há nada, nem mesmo o tempo pode apagar, apagar o que desde o inicio nunca morreu e fez acontecer de verdade, nada pode por fim a uma verdadeira amizade.
E porquê tudo isto?! Porque tenho orgulho em ter encontrado pessoas assim, que me fizeram crescer ao longo da vida, que me acompanham dia a dia com sinceridade, que apesar de tudo me mostram o verdadeiro valor que têm, mostram-me o verdadeiro valor da amizade. :'/

Marta Costa.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Força.

Todos temos uma força que nem sempre pensamos que existia, mas que nos ajuda a continuar e a aceitar o que ainda temos, ajuda-nos a lutar pelo que ainda não perdemos.

Marta Costa.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nada é em vão.

Um dia acordas e sentes que perdes-te toda a força que te envolvia e fazia de ti uma pessoa forte, cada segundo parece mais que uma hora, uma hora que antes passava num instante, começas a ficar pequenina, pequenina e a sentir o que nunca antes tinhas sentido, e não parece, é mesmo mais forte, é uma força maior e que te domina sem demora.
És envolvida pelo que te atormenta e pelo silêncio, silêncio que nada te apaga, nem a memória nem as palavras, palavras que nunca te pareceram tão presentes, mas agora perseguem-te, perseguem-te e são constantes.
Dás por ti sem saberes o que dizer ou fazer, dás por ti perdida num lugar qualquer, onde tens de encontrar uma força, uma força que te diga para onde vais, que te diga para onde levas o que guardas-te por ser forte demais. Há coisas que por mais que te esforces o tempo não cura, a memória não apaga, a saudade é a maior prova de que tudo vale a pena, de que nada é em vão, mesmo quando cai mais forte, quando toca no coração.
Ainda que tudo pareça sem saída, sem nenhuma solução, há sempre algo que fica, algo que guardarás sempre com todo o cuidado, é algo que nunca chegará agradecer nem com um simples obrigado.

Marta Costa.

domingo, 17 de abril de 2011

Vejo o mundo.

A cada a dia que passa vou observando com mais pormenor o mundo que me rodeia e vou caindo em mim, vejo que me queixo pelas coisas mais absurdas que possam existir. Queixo-me como qualquer adolescente se queixaria, queixo-me porque não tenho isto ou aquilo, queixo-me talvez porque simplesmente tenho mais do que aquilo que devia. E de que vale?! De nada vale, quando ligo a TV sinto-me ridícula, ridícula por nem sempre dar valor ao que tenho, às pessoas que me envolvem, ao que penso ter perdido mas que ainda tenho.
Sinto em mim um mau instinto, um instinto que todos os dias me faz tropeçar, me faz pensar que sou mais uma vítima, alguém inocente, alguém que se queixa como muita gente. Faz-me sentir como um ser monstruoso, sem coração, sem mente, sem nada que lhe diga para parar, para olhar em frente.
Abro os olhos e observo realmente a natureza que me envolve, vejo todas as pessoas que lutam e continuam a viver, continuam com esperança e a fazer algo para sobreviver.
Em cada rua, em cada esquina, vejo e detecto algo que não está bem, algo que dia após dia se faz sentir mais, há falta de amor, há falta de segurança, há falta de tudo, até de simples esperança. Esperança que nos pode fazer acreditar sem barreiras, que com união e força se pode fazer algo para mudar além fronteiras.
Por isto e por aquilo, vou dando mais valor ao que tenho, às coisas mais simples, a todas as pessoas que participam na minha vida e me fazem feliz, feliz e ver o mundo de outra maneira, a libertar o instinto vulgar que me seguia e fazia pensar que era mais uma de muita gente que agia por instinto, sem pensar.
São pequenos gestos, são pequenos actos, são difíceis histórias de vida, são todas as coisas que nos fazem seguir em frente, seguir para além do lugar de partida, partida por vezes complicada e sem orientação, apenas com esperança de chegar a uma meta, a uma simples solução.
O mundo esconde mundo, mas ninguém pára, ninguém cala nenhum coração que fala mais alto que a própria voz, a voz que todos os dias nos faz querer falar, falar e dizer que ainda podemos fazer alguma coisa, algo para mudar.
Tudo o que observo, de mau ou de bom me faz crescer diariamente, faz-me ver que estou rodeada de muita boa gente, de pessoas que me fazem ver a 100% , que me fazem distinguir o certo do errado em qualquer momento.
São pessoas simples, pessoas com distinção, são mais que simples amigos, que simples tudo, são quem me diz o caminho que devo seguir, são quem me diz que «por ali não».
Para quê um obrigado, pra quê um amo-te?! Já nada chega, nem nada disto, já nem uma lista de quem são é preciso, receberão sempre de mim, todo valor, tudo o que demais a um amigo daria, e porquê?! Porque sem eles já nada sentido teria <3

Marta Costa.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Num horizonte qualquer.

Perdemo-nos sozinhos num horizonte qualquer onde nos encontramos rodeados de gente, mas ainda assim nos sentimos vazios, vemo-nos como uma gota do oceano que sem ninguém dar conta, pouco a pouco se perde. Vemos que nem tudo o que nos rodeia é inteligente, quando num momento qualquer precisamos de uma só pessoa e não de um milhar de gente.


Marta Costa.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Perco-me.

Perco-me em cada beijo teu
E quando penso que perdi tudo e não tenho nada
Que vejo uma luz, mais brilhante que estrelas no céu
És tu, a pessoa que me faz sorrir e sentir apoiada

Em cada palavra que escrevo retrato o que só em ti vejo
Vejo nos teus olhos o que de mais puro existe
Sinto cada batida do coração em cada beijo
É um coração que bate a mil e sente o que ainda persiste

Perco-me em cada toque da tua mão
Um toque mais suave que a brisa leve de vento
Onde por segundos não há possibilidade de haver um senão
Unicamente é mais um de cada perfeito momento

Sigo cada palavra da tua boca, sigo a tua voz
A voz suave que me guia sempre que pareço perdida
Perdida num caminho qualquer onde tu me segues veloz
Trazes-me e dizes que sem mim perdes o sentido da vida

Perco-me em cada simples gesto
Em todas as tuas expressões vejo mais que perfeição
Fazes-me lembrar a todo o instante, o que amo e detesto
Consegues fazer bater forte, acelerar o coração

Revelas-me todo o teu eu, revelas-me todos os teus segredos
Conheces tudo de tudo e sabes tudo o que sei
Percebes todas as atitudes, proteges-me de todos os medos
Mostras-me o mundo infringindo qualquer regra, qualquer lei

Perco-me em cada sussurro no ouvido
Onde me ditas todas as palavras, a quem mais ninguém dirias
Dizes-me tudo o que pensas, dizes que por mim és destemido
Que fazes o impossível, que sem mim não viverias

Acredito a 100% e sem ter que provar nada de modo algum
Vejo e evidencio que sempre me dizes toda a verdade
Fazes-me seguir em frente sem olhar pra trás, sem medo nenhum
Não és passado, não és futuro, és a prova viva da minha realidade

Perco-me num mundo onde tu és a minha fonte de inspiração
És a prova viva que há coisas que nem o tempo estraga
Não fizes-te qualquer esforço, mas por ti ele bate sem noção
Tornas-te o coração forte, ninguém o atinge, ninguém te apaga

Marta Costa.

sábado, 2 de abril de 2011

Nada se iguala.

Nada se iguala às palavras que te digo
Nada define o que sinto
O que te mostro, em nada duvides
Todas as minhas palavras extingues

Nada se iguala ao brilho dos olhos e da pele
És mais que lindo, és mais doce que mel
És o que mais ninguém conseguirá encontrar
Não encontro nada de nada e nem sei explicar

Nada se iguala a um único sorriso teu
Mostras-me tudo, o mundo, a lua e o céu
Fazes todo o meu mundo sorrir e brilhar
Fazes-me ter a mais pequena força e acreditar

Nada se iguala ao teu cheiro e perfume
Consegues acender a chama, mais quente que lume
Tens todas as capacidades, revelas-me toda a verdade
Fazes parte de tudo o que me rodeia, és toda a realidade

Nada se iguala à tua voz quando me chama à razão
Fazes-me saber distinguir o sim e o não
Perco todos os receios, perco todos os medos
Sinto confiança quando tenho a mão entre os teus dedos

Nada se iguala ao que transmites
Não existe mais ninguém, apenas tu existes
Não existe mais nada, nem comparações
Tens em ti a mais perfeita das perfeições

Marta Costa.