Acerca de mim

A minha foto
Lisboa, Portugal
Marta Catarina Aguiar Costa

domingo, 17 de abril de 2011

Vejo o mundo.

A cada a dia que passa vou observando com mais pormenor o mundo que me rodeia e vou caindo em mim, vejo que me queixo pelas coisas mais absurdas que possam existir. Queixo-me como qualquer adolescente se queixaria, queixo-me porque não tenho isto ou aquilo, queixo-me talvez porque simplesmente tenho mais do que aquilo que devia. E de que vale?! De nada vale, quando ligo a TV sinto-me ridícula, ridícula por nem sempre dar valor ao que tenho, às pessoas que me envolvem, ao que penso ter perdido mas que ainda tenho.
Sinto em mim um mau instinto, um instinto que todos os dias me faz tropeçar, me faz pensar que sou mais uma vítima, alguém inocente, alguém que se queixa como muita gente. Faz-me sentir como um ser monstruoso, sem coração, sem mente, sem nada que lhe diga para parar, para olhar em frente.
Abro os olhos e observo realmente a natureza que me envolve, vejo todas as pessoas que lutam e continuam a viver, continuam com esperança e a fazer algo para sobreviver.
Em cada rua, em cada esquina, vejo e detecto algo que não está bem, algo que dia após dia se faz sentir mais, há falta de amor, há falta de segurança, há falta de tudo, até de simples esperança. Esperança que nos pode fazer acreditar sem barreiras, que com união e força se pode fazer algo para mudar além fronteiras.
Por isto e por aquilo, vou dando mais valor ao que tenho, às coisas mais simples, a todas as pessoas que participam na minha vida e me fazem feliz, feliz e ver o mundo de outra maneira, a libertar o instinto vulgar que me seguia e fazia pensar que era mais uma de muita gente que agia por instinto, sem pensar.
São pequenos gestos, são pequenos actos, são difíceis histórias de vida, são todas as coisas que nos fazem seguir em frente, seguir para além do lugar de partida, partida por vezes complicada e sem orientação, apenas com esperança de chegar a uma meta, a uma simples solução.
O mundo esconde mundo, mas ninguém pára, ninguém cala nenhum coração que fala mais alto que a própria voz, a voz que todos os dias nos faz querer falar, falar e dizer que ainda podemos fazer alguma coisa, algo para mudar.
Tudo o que observo, de mau ou de bom me faz crescer diariamente, faz-me ver que estou rodeada de muita boa gente, de pessoas que me fazem ver a 100% , que me fazem distinguir o certo do errado em qualquer momento.
São pessoas simples, pessoas com distinção, são mais que simples amigos, que simples tudo, são quem me diz o caminho que devo seguir, são quem me diz que «por ali não».
Para quê um obrigado, pra quê um amo-te?! Já nada chega, nem nada disto, já nem uma lista de quem são é preciso, receberão sempre de mim, todo valor, tudo o que demais a um amigo daria, e porquê?! Porque sem eles já nada sentido teria <3

Marta Costa.


Sem comentários:

Enviar um comentário