Um dia acordas e sentes que perdes-te toda a força que te envolvia e fazia de ti uma pessoa forte, cada segundo parece mais que uma hora, uma hora que antes passava num instante, começas a ficar pequenina, pequenina e a sentir o que nunca antes tinhas sentido, e não parece, é mesmo mais forte, é uma força maior e que te domina sem demora.
És envolvida pelo que te atormenta e pelo silêncio, silêncio que nada te apaga, nem a memória nem as palavras, palavras que nunca te pareceram tão presentes, mas agora perseguem-te, perseguem-te e são constantes.
Dás por ti sem saberes o que dizer ou fazer, dás por ti perdida num lugar qualquer, onde tens de encontrar uma força, uma força que te diga para onde vais, que te diga para onde levas o que guardas-te por ser forte demais. Há coisas que por mais que te esforces o tempo não cura, a memória não apaga, a saudade é a maior prova de que tudo vale a pena, de que nada é em vão, mesmo quando cai mais forte, quando toca no coração.
Ainda que tudo pareça sem saída, sem nenhuma solução, há sempre algo que fica, algo que guardarás sempre com todo o cuidado, é algo que nunca chegará agradecer nem com um simples obrigado.
Marta Costa.

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