Palavras verdadeiras escrevemos com o olhar, com gestos, com o que sentimos. A verdade não está em quem nos ouve ou em quem nos fala, a verdade está onde nós acreditamos existir, é essencialmente aquilo que sentimos e que mais ninguém pode mudar. Por vezes, gostaríamos de tornar as palavras tão verdadeiras quanto aquilo que sentimos e persistimos em ser real, é talvez aquilo que nos falta completar, a peça que faltava para terminar. É essa peça que demoramos a encontrar, é essa peça que faz com que metade do nosso caminho esteja errado, baralhado, sem sentido. A peça que faltava é exprimir em palavras o que sentimos, é a única forma onde podemos organizar cada capítulo da nossa vida. Complicado será terminar cada capítulo que falta da mesma forma como começou, bonito seria nem sequer terminá-lo, deixar uma página aberta, o que vier veio, o que não veio, quem saiba virá. Uma história pode terminar com uma vírgula ao invés de um ponto final; pode nem sequer acabar, pode nem sequer nunca se desvendar porque a história perfeita é a que nós mesmos escrevemos onde talvez a única peça que falta somos nós e a nós encontrarmo-nos,
Marta Costa.
Marta Costa.

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